terça-feira, 20 de julho de 2010

Camaradinha lá de Itapoeiro do Norte olhou o céu e encontrou a lua. Lembrou de quem o esperava mas não pôde vê-la. Incrível como as nuvens estavam a prejudicá-lo aquela noite. Mais incrível ainda como a havia esquecido. Olhara o céu por outras noites e nada via. Haveria a lua fugido com tua menina tendo as nuvens como comparsa? Ou foi ele quem não podê percebê-la?
De certo naquele instante fazia planos para buscá-la. Luizinho possuía um daqueles que poderia chegar ao céu.
Ainda naquela noite ficaria a observá-la, caso as nuvens dessem trégua encontraria o seu olhar.
O camarada cochilou, acordou aos pulos. Será que perdera algo?
Segundo seguinte passou-lhe aos olhos como mágica o que sonhara. Não era um brilho como os outros. Brilho de estrela, nada disso. Era de menina.
Sabia que estava lá, tinha certeza! Recordava e lhe sucediam pensamentos do feitiço que lhe empuseram.
O feitiço - de fato ele - o distraiu e por isso não foi buscá-la. Agora iria, tinha até planos.
Ficou a olhar desde que o brilho sumira. Missão difícil distigui-lo dentre tantos outros brilhos que insistiam em enganá-lo. Seria um novo feitiço? Ou ainda era ele quem não notara? Sera que ela estava ali?
De tantos brilhos iguais um lhe parecera diferente. Sorriu sem certeza.
Não era ela, mas brilhava. Brilhava quase como ela, tanto quanto ela. E podia lhe ver.
Era estrela e não menina, mas enquanto a olhava, lá estava todas as noites a lhe olhar. E isso bastava.

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