domingo, 25 de julho de 2010

É difícil começar uma história pelo fim. Mas e quando o fim é exatamente o início da história? Foi no fim que tudo começou.
Os últimos dias passavam como anos. As horas arrastavam-se. Os minutos transformavam-se em horas, e depois os segundos, e depois cada instantezinho. Aquele não passar de horas a deixava angustiada. Viveu os dias buscando o que fazer, inventando o que sentir, ou simplesmente não fazendo nada e sentindo tudo. Fazendo tudo e não sentindo nada. Qualquer uma das formas quando lhe fossem necessárias. Quem sabe as duas.
Passou a acordar mais tarde. As horas de sono, ou talvez as horas na cama antes de dormir tornaram-se suas favoritas. Naqueles momentos podia pensar sem que a incomodassem. E como precisava pensar. Elaborava os planos mais mirabolantes, planejava seus dias, os próximos anos... como seria a sua vida dali pra frente. Dali para frente preferencialmente esquecendo a parte que compunha o “dali”.. Gostaria de lembrar-se da confusão dos últimos dias apenas como ponta pé inicial não sabia ainda para o que. Era certo que seria para algo.

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