sábado, 17 de julho de 2010

poesia

Veneno em noites quentes
Da brisa fria em faces vis
Adormece o coração latente
Nos sonhos, hoje, não mais gentis

Luziu o dia ao amanhacer
claridade dúbia e seu ardor
No coração luz sem amor
Não mais queimou e pôs-se a sofrer

Se ilumunina sem queimar
Pôde a escuridão calor provocar
Se o frio por fim queimou
tirou-me a luz que o provocou

Se nada vejo, sinto calor
Dos olhos fogem o que temi
os abro hoje, mitigo a dor
Nada mais frio ou indolor

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